A arte em frascos de perfumes – Parte 1
O perfume vem sendo usado desde a antiguidade. Primeiramente em cerimônias religiosas e, mais tarde, por soberanos que acreditavam serem encarnações de deuses. Por esta razão, sempre foi associado ao luxo e à distinção.
Inicialmente os perfumes eram em forma de incenso, unguento, pomadas e loções, ao longo dos séculos, prestigiosos artesãos criaram recipientes, verdadeiras preciosidades, em diversos formatos utilizando materiais como barro, alabastro, ônix, prata entre outros para guardar e manter o tão apreciado conteúdo, mas foi o vidro que melhor se adaptou por sua impermeabilidade e resistência, não absorve odores, e muito apreciado pelos designers por sua maleabilidade.
Os frascos mais antigos de perfume que se tem notícia datam de 5.000 anos a.C. fabricados na Mesopotâmia e no Egito.
No final do século XIX, época em que a moda era mais austera pois seguia a estética vitoriana, os perfumes eram frequentemente vendidos de forma personalizada, as casas de perfumes ofereciam uma variedade de opções. a consumidora escolhia a fragrância e o frasco separadamente.
Naquela época, o Art-nouveau era o estilo decorativo vigente, inspirado nas formas orgânicas da natureza, com linhas fluidas, formas onduladas e repleta de motivos florais, deixou sua marca nos frascos de perfume da época. Este estilo influenciou a produção de frascos de perfume, transformando-os em objetos de luxo.
Na mesma época a industrialização estava iniciando uma grande mudança com a produção em massa graças a descoberta de notas sintéticas, causando um impacto que revolucionou a indústria, permitindo a criação de fragrâncias mais complexas, acessíveis e sustentáveis.