​A arte em frascos de perfumes - Parte 2

​A arte em frascos de perfumes - Parte 2
by : Roberto D'Angelo

A descoberta das notas sintéticas ampliou a paleta de aromas disponíveis, possibilitando a reprodução de cheiros inexistentes na natureza e a recriação de aromas naturais de forma mais ética e controlada, tornando os perfumes mais acessíveis a um público mais amplo.

René Lalique foi um dos principais designers que utilizou o Art Nouveau em seus trabalhos, criando peças inovadoras e belíssimas. Outros artistas notáveis também se destacaram como Baccarat, Julien Viard e Émile Gallé.

A partir daquele momento, os frascos de perfume deixaram de ser meros recipientes e passaram a ser vistos como objetos de arte, com designs elaborados e materiais luxuosos.

Foi René Lalique, que além de trabalhar com o Art Nouveau, se destacou na modernização da produção de frascos de perfume, desenvolvendo técnicas industriais inovadoras, trabalhando com o novo estilo vigente; o Art-Deco, que revolucionou o design no início do século XX.

Uma vez mais, o mestre René Lalique rompeu a inércia industrial com um frasco artístico para o perfumista François Coty. A parceria entre perfumista e designer, resultou em verdadeiras joias admiradas até os dias de hoje. O talento criativo de Lalique serviu para estabelecer uma ponte entre os antigos artesãos do vidro e os modernos designers da época.

Seria difícil imaginar o famoso Chanel nº 5 em outro frasco que não fosse o elegante e sóbrio que conhecemos até hoje. Com suas linhas quadradas, o objetivo era passar a ideia de modernidade. Na primeira década do século XX surgiram os “perfumes de alta costura”. Paul Poiret em 1912 tornou a relação entre moda e perfumaria uma parceria que dura até os dias de hoje.

Com o final da primeira Guerra Mundial, a vanguarda artística e a entrada da mulher no mercado de trabalho aumentaram o desejo da sociedade europeia em esquecer os horrores da guerra. Ns anos 20 o estilo Art-Deco delineava uma nova estética trazendo os ares da modernidade, a fragrância Joy de Jean Patou, projetado por Baccarat, é um clássico desta época. Outro exemplo é o designer Paul Iribe, que utilizou a imagem de Jeanne Lanvin com sua filha no logotipo da casa Lanvin.

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