A Evolução dos Chipres - Parte 2
No período de entreguerras, os perfumes chipres ganharam notas de feminilidade e sensualidade.
Na década de 1940, dois perfumes icônicos ganharam notas florais aldeídicas e orientais são eles: Femme Rochas (1944) com um acorde ameixa-pêssego e Miss Dior (1947) com um exuberante buquê floral.
Os anos 1960-70 trouxeram de volta notas da natureza, impulsionando a criação de chipres verdes e frescos como Y (1964), N°19 (1970) e Aromatics Elixir (1971).
A década de 1980, dominada por florais brancos e orientais bombásticos, teve como expoente chipre Paloma Picasso (1984).
Os chipres retornaram no novo milênio, adaptados com novas combinações como o âmbar e patchouli, para compensar as novas restrições sanitárias em relação ao musgo.
A tendência foi liderada por Coco Mademoiselle (2001) e consolidada por Miss Dior Chérie (2004), com cereja e caramelo. Narciso Rodriguez for Her (2003) apresentou uma proposta pastel e almiscarada.
Mais recentemente, Armani Sì (2013), e La Vie Est Belle, com cassis e baunilha. A doçura dos chipres modernos ajudou as mulheres brasileiras a vencer a resistência ao patchouli e passar a apreciar esta família olfaiva tão peculiar.
Ainda que hoje, a bergamota tenha sido trocada por outros cítricos e frutas agridoces, o musgo por patchouli e o labdanum por âmbar, os chipres mantêm sua assinatura ao mesmo tempo delicada e robusta, fresca e quente, chic e sensual.
PS: O termo “chipre” também é usado para fragrâncias masculinas com um topo fresco e base marcante de patchouli, vetiver, musgo e/ou couro como Givenchy Gentleman, Polo e Bel Ami.