Não poderíamos encerrar esta homenagem às mulheres sem mencionar a rainha Cleópatra.

Não poderíamos encerrar esta homenagem às mulheres sem mencionar a rainha Cleópatra.
by : Roberto D'Angelo

Símbolo romântico da mulher fatal, Cleópatra VII Téia Filópator, a terceira dos filhos de Ptolomeu XII, rei do Egito, nasceu em Alexandria em 69 A.C. Assumiu o trono com apenas 18 anos, ao lado do irmão, Ptolomeu XIII, de 10 anos, com quem teve que se casar, seguindo o testamento do pai e a tradição dos faraós.

Três anos depois, rebelou-se contra o irmão e seu tutor – que conseguiu destroná-la temporariamente. Teve aulas de sexo com uma cortesã na tentativa de seduzir o general romano Júlio César, que estava no Egito para cobrar uma dívida. Graças a ele voltou a reinar, dessa vez casada com o irmão mais novo, Ptolomeu XIV, nesta época estava grávida do general.

Era linda, fútil e leviana, tomava banhos de leite de cabra enquanto seu povo morria de fome. a, escreveu Plutarco, historiador grego. "Mas tinha uma voz musical, um encanto e força de caráter que eram capazes de tornar sua companhia agradável.".

Cleópatra não era apenas sedutora.Também sabia tudo de maquiagem. E a usava para ficar mais saudável. Cientistas franceses descobriram que a pesadíssima maquiagem dos olhos usada pelas egípcias da Antiguidade não era apenas modismo. Tinha propósito prático: ajudava a manter afastada doenças oculares, a despeito do calor e da falta de higiene.

O estudo foi publicado na prestigiada revista científica "Analytical Chemistry" e não tem nada a ver com estética. Trata-se de uma detalhada análise dos sais empregados por séculos na maquiagem das mulheres no antigo Egito. Se utilizados em doses pequenas, certos sais produzem óxido nítrico. E aí está o truque. O óxido nítrico estimula o sistema de defesa humano a destruir bactérias causadoras de infecções nos olhos.

Dizem que a beleza da rainha vinha do fato de banhar-se em leite com mel, lavanda, ou pétalas de rosa. Algumas fontes sugerem que morangos e amoras eram também usados em seu banho.

Relatos descrevem que o barco de Cleópatra era perfumado com pétalas de rosas e que Marco Antonio sentiu o cheiro do perfume das flores antes mesmo de ver a embarcação. A ciência reforçou a lenda da beleza de Cleópatra, mostrando que banhar-se no leite relaxa o corpo e amacia a pele.

Cleópatra banhava-se diariamente em leite e mel e ao espalhar o segredo foi praticada por muitas e muitas mulheres, a soberana possuia seu próprio perfume, o qual ela passava nos lábios antes de beijar um amante, para ser lembrada após o encontro.

Seus banhos perfumados eram cuidadosamente preparados com matérias-primas curativas, a principal delas era o kyph, uma combinação de óleos aromáticos de rosas entre outros.

Diz a lenda que suas conquistas amorosas resultavam não somente de sua beleza, bem como seus aromas sedutores.

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