Notas Sintéticas - Parte 1
Notas sintéticas, o que você precisa saber sobre elas.
Desde que foram criadas, no final do século XIX, as notas sintéticas sempre desempenharam um importante papel na perfumaria, elas não são apenas substitutas baratas da matéria prima natural, são atualmente a espinha dorsal da inovação e da sustentabilidade, elas permitem criar cheiros que não existem na natureza ou cuja extração é impossível ou põe em risco a segurança de determinados animais e o meio ambiente.
Consideradas ferramentas de alta tecnologia e sustentabilidade, são substitutas de moléculas naturais e raras, ingredientes como o sândalo e o agarwood (oud), que sofreram com a exploração excessiva, são replicados sinteticamente para evitar o desmatamento. Notas icônicas como o almíscar (musk), originalmente extraído de glândulas de cervos, são hoje 100% sintéticas por questões éticas e de proteção animal.
As moléculas sintéticas passam por testes rigorosos (muitas vezes superiores a 10 anos) para garantir segurança e estabilidade, para que sejam menos alergênicas que óleos naturais complexos. Além disso, elas não variam conforme a safra, garantindo que o perfume tenha sempre o mesmo desenpenho.
Com a ajuda das notas sintéticas, o perfumista pode expandir sua paleta olfativa, permitindo desta forma criar notas que existem na natureza, mas não são “palpáveis” como o cheiro de chuva, ou brisa marinha.
Para melhorar a performance de um perfume, as notas sintéticas como o Ambroxan ou o Iso E Super são utilizadas para dar corpo, aumentar a projeção e garantir que a fragrância grude na pele por mais tempo.