O perfume e as pestes

O perfume e as pestes
by : Roberto D'Angelo

Quando usamos um perfume, não imaginamos quais os caminhos que o perfume percorreu até se tornar parte da nossa rotina diária, e acredite que houve um tempo em que um frasco de perfume era mais do que um luxo, era uma questão de sobrevivência, porque tinha propriedades terapêuticas.

No século XIV o perfume ajudou a população da Europa a enfrentar uma epidemia, a mais letal de todas; a peste bubônica, que matou cerca de um quarto da população. Totalmente desconhecida, a doença era altamente contagiosa, e a forma mais comum de contágio era pelas vias respiratórias, a pessoa infectada podia transmitir a doença até pelo contato com as suas roupas.

Sem saber o que fazer os médicos começaram a utilizar uma colônia conhecida na época, a Água da rainha da Hungria criada em 1370 que continha alecrim, manjericão e notas aromática, a suas virtudes purificadoras podiam minimizar o contágio.

Os médicos, por sua vez, adotaram um traje especial que os protegiam do contágio. Era uma roupa feita com um tecido grosso e fechada da cabeça aos pés, e uma máscara com um bico alongado e curvo, onde era colocado um chumaço de algodão embebida em resinas vegetais, substâncias aromáticas e perfumes.

Ninguém sabia o que a causava a doença. O que fez surgir especulações. Como eram muito religiosos, achavam que se tratava de um castigo divino, até os judeus formam acusados de serem os responsáveis. A peste surgiu na Ásia Central, e se espalhou para a Europa por meio de caravanas comerciais. A doença era transmitida por pulgas e ratos infectados.

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