O perfume e as pestes - Parte 2
Nos séculos seguintes o poder dos perfumes fazia com que a corte da França friccionassem perfumes na pele em substituição aos banhos tradicionais, pois pensava-se que a água era a transmissora da peste, então um banho de imersão era sentença de morte certa!
O próprio rei Luís XIV, evitava a água, ele fazia a sua higiene com lenços embebidos em perfumes florais e ervas. Os médicos recomendavam que a população usasse perfumes fortes para se proteger. Luvas, lenços e até perucas eram embebidos em fragrâncias intensas, como âmbar, almíscar e resinas balsâmicas. Este hábito ajudava também a mascarar odores desagradáveis do corpo.
A famosa Água da rainha da Hungria mudou de nome para se transformar num elixir medicinal cítrico e revigorante, era utilizada como um remédio para febres, dores de cabeça e até má digestão. Podia ser ingerida ou aplicada na pele.
Outra receita que ficou muito famosa os vários surtos da epidemia era o Vinagre dos Quatro Ladrões, era um tônico perfumado feito com vinagre, cravo, canela, alecrim e outras especiarias. Segundo uma lenda conta-se que que quatro ladrões conseguiram roubar casas de moribundos sem adoecer, eles embebiam suas roupas nessa fórmula. Quando foram capturados, revelaram o segredo e, desde então, a mistura foi usada como uma espécie de “desinfetante” da época.
Desde que surgiu na antiguidade o perfume sempre desempenhou um papel de importância na história da humanidade, primeiramente com finalidades religiosas em forma de incenso nas cerimonias religiosas, e depois para conquistar vários personagens lendários como Cleópatra, Napoleão Bonaparte, Catarina de Médicis, Maria Antonieta, Luiz XIV, entre outros, todos eles tinham em comum; a paixão pelos perfumes.