O perfume vem sendo usado desde a antiguidade - Parte 1
“O perfume vem sendo usado desde a antiguidade”
Primeiramente em cerimônias religiosas e mais tarde por soberanos que acreditavam ser encarnações dos Deuses na terra, por esta razão sempre foi associado ao luxo e à distinção.
Os perfumes eram criados em diferentes formas: unguentos, cremes, pomadas e loções, por esta razão surgiu a necessidade da utilização de recipientes dos mais diferentes materiais para guardar estas verdadeiras preciosidades. Materiais dos mais simples como barro e vidro posteriormente, alabastro e ônix ganharam diferentes formas nas mãos dos mais prestigiosos de artesões.
Na Europa o movimento humanista que ficou conhecido como Renascimento encontrou uma de suas formas de expressão o uso de perfumes como reflexo do novo espírito cultural. As especiarias vindas do Oriente nas cruzadas da Idade Média, juntamente com o desenvolvimento da destilação e a difusão das essências voláteis, criaram novas possibilidades na criação dos perfumes.
Materiais com a prata, ouro, murano, vido com filigrana, porcelana entre outros materiais nobres, ganhavam espaço nas cortes europeias. Contudo o caráter artesanal e limitado se manteve até que a produção de perfumes entrasse na era da industrialização com os primeiros grandes perfumistas.
Graças a eles a partir do século XX a produção de frasco adquiriu um impulso decisivo. Sem perder a característica de luxo a produção se diversificou e por primeira vez na história o perfume incorporava o nome do perfume e de seu criador.
Dois nomes não poderiam deixar de ser mencionados entre diversos artesões: René Lalique e Baccarat, ambos representam sem dúvida, os nomes mais expressivos na criação de frascos para as mais diversas casas de perfumes.